Valeimeminhanossassenhora, eu não tinha percebido que era tanto tempo assim sem postar… agora entendo que pessoas tenham me perguntado se eu tinha morrido ou então desistido do blog. Não aconteceu nenhuma das duas coisas, mas vou dividir en passant algumas peripécias….
Eu tinha decidido parar com a internetagem em horário comercial pra render na casa e tinha parado com o Ikariam por isso, logo percebi que estava mais infeliz que o “normal” – entre aspas porque não considero normal a minha pessoa infeliz – e decidi voltar com o ikariam e trabalhar melhor a questão da internetagem de 08.00 ~17.00, me afastei de cargos importantes e só joguei, e bem menos, e tudo parecia bem.
Consegui fazer a festa da Aninha na escola e fiz até um bolinho em casa, foi uma contribuição da família inteira pra coisa acontecer. Valeu a pena. Foi bem bonito e eu fiquei feliz por ter visto minha pequena completar mais um aninho de vida.
Meu pai arrumou um emprego registrado. Perto de casa. Que pagava bem. Pelas mãos do meu tio [o cara devia favor, sacomé né?]. Lógico que não ia durar. Perdeu o emprego em 20 dias. Não que painho seja uma má pessoa, aliás, muito “pelo ao contrário”, ele é super competente pra várias coisas, mas o cara só contratou porque meu tio pediu, não que ele precisasse de alguém. E achava que pagava muito pro meu pai – coisa que titio tb estipulou – tava na cara que não ia pra frente mesmo, foi o dia do pagamento chegar pra demissão entrar pela porta lateral, direto no baço.
Novembro foi engolido no meio dos feriados… acho até que saí com o Fê em algum deles, mas eu não tenho certeza em definitivo… é estranho gente, mas não tenho muuuitas memórias de novembro… E seguindo a filosofia dos bêbados [se vc não lembra, então não aconteceu], dezembro chegou.
Semi-lembrei de pequenas coisas.. Aninha apresentando problemas com a pré-alfabetização, alguns pequenos problemas de comportamento na escola, algumas recaídas fumadorísticas, uma certa depressão, um complexo de ostracismo me levando pra looonge de pessoas que amo, a descoberta do FarmVille, a extinção do twitter, o abandono completo do Orkut, o silêncio no mundo do scrapbook digital… é, digamos que foi um mês meio depressivo.
Finalzinho de novembro é nítido pra mim. Fiz um curso rápido [acelere seu conceito da coisa fast, por favor] de caixas de presente artesanais, descobri – e engoli – a série de vampiros True Blood (obrigada Fê), renovei meus votos de não fumar mais – olha gente, não vou dizer que não gosto, porque estaria mentindo, mas essa porra mata!! Sou mãe solteira, posso morrer agora não… – E finalmente, aprendi uma coisa motivacional com o Fábio que foi mágica! Adorei e melhorei, virei nova pessoa e hoje, mesmo com problemas, consigo arranjar forças de mim e se não vencer a parada, ao menos continuo a caminhada com a certeza de que algo muito bom ainda há de me acontecer.
E dezembro taí, o processo do meu pai saiu [aquele que ia sair no final de fevereiro ~ comecinho de março] e semana que vem eu consigo meu dinheiro pra investir nas caixas, vou precisar de ajuda com publicidade, se puderem por favor, hein! O Natal há de chegar e sinto muito, mas este ano papai noel não vem. Meu espírito natalino foi exorcizado quando o dinheiro começou a faltar e foi assombrar outra criatura um mínimo mais endinheirada que eu.
O visa continua ligando pra avisar do cartão atrasado e eu respondo sempre que eu não tenho problema de memória, tenho problema de dinheiro. Vamos esperar que as coisas melhorem – não, eu não vou cair na tentação de dizer que “não dá pra piorar” porque eu conheço a Lady Murphy muito bem – porque no final, é isso que move o mundo, a certeza de que dias melhores virão.
Agora uma coisa interessante que eu li em diversos blogs foi que todos esperavam que 2009 fosse ser um arraso e no máximo o bisca arrasou foi com a gente. Li muitas pessoas prometendo novas convicções e novos isso e aquilo e tooodas aquelas paradas de todo final de ano… retrospectivas, graças ao inferno ano que se acaba e dá-lhe mais promessas e blábláblá… Mas sabe que eu vivi uma coisa interessante?
Eu só me ferrei esse ano, com muuuita coisa, muito projeto abortado mal tendo saído do papel, muita coisa que mal pensei, tive que “despensar” e sabe de uma, tá legal, somos donos das nossas vidas e por isso mesmo capazes e únicos responsáveis pelas nossas escolhas, mas não vivemos sozinhos, as escolhas que fizermos sempre vão ricochetear na vida dos nossos familiares mais próximos [aqueles que comem o sal conosco de sol a sol], assim como as deles sempre influenciarão a nossa vida – pro bem e pro mal diga-se se passagem – mas isso também significa família. E a minha única proposta pro ano que chega [e pra todos os outros que ainda virão – I hope so] é que eu não vou desistir de viver o melhor que der com aquilo que eu tiver. Porque essa é a grande sacada global da porra toda “Se não puder fazer tudo, faça tudo o que puder”.
Todas as outras convenções, as promessas, as retrospectivas, os bláblábláWhiskasSachê que vão se foderem!